Tudo o que o vento leva

Há finais que se aproximam com anúncio, pompa e circunstância. Às vezes não é assim. Desta vez, não sendo, era como se fosse. Eles talvez estivessem tranquilos ao perceber a vinda desta possibilidade. Ele, em concreto, estava especialmente descansado, apesar de estar indignado. Não queria que este dia chegasse – fez todos os esforços em sentido contrário. Desmontou todas as expectativas em torno disto. Até já havia uma data possível para um concerto, numa excelente sala. Seria interessante fazer um post sobre o show, se ele de facto não viesse a ocorrer. Ocorreria?

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Esperanças

Na Antologia Poética “Entre o Sono e o Sonho – Volume VIII” publiquei as tais “Esperanças” que dão título a este post.

Sábado passado fomos ao lançamento da obra, no Teatro Tivoli. O Teatro, ou cinema, estava cheio. O meu melhor amigo levava cinco carrinhos, todos ao estilo do faísca: o faísca, o outro faísca, o faísca preto, o faísca da avó e o faísca roxo. Os carros desciam a rampa em forma de cadeira, indiferentes às leituras que ali decorriam. A restante plateia não queria saber de corridas. E devem ter razão que rallys não combinam com poesia. De maneira que achamos por bem, sem lamentações, prosseguir a nossa sessão na avenida da Liberdade, num quiosque, a comer brigadeiros e a beber sumo de manga.