Ramblas

Gosto tanto de Barcelona, gosto tanto das Ramblas. Amo! Andei ali, por aquilo tudo, com o mp3 nos ouvidos, super descontraído, feliz. Várias viagens. Nada disso é justo. Barcelona vencerá, com a abertura de sempre, os radicalismos doentios do Daesh e da extrema-direita.

Leituras

A leva de livros não foi muito grande, mas foi a exata. Levei quatro livros e li três e meio. Todos muito bons: A Biblioteca, de Zoran Zivkovic; Pedro Paramo, de Juan Rulfo; Patagónia Express, de Luis Sepúlveda. Trouxe de volta sem ler completamente: As velas ardem até ao fim, de Sandor Marai.

Impossível

Há limites de tempo e de espaço. Caracteres e minutos. Começaria assim, não se saberia como terminaria. Unhas verdes a condizer com um imaginado gelado de limão, apesar do sorbet ser branco, a não ser que seja colorido artificialmente – contra natura – portanto está tudo estragado, ouviu-se em voz forte, determinada, convicta. Pode ser indigo, nem todas as pessoas conseguem ver esta cor. A conversa veio para aqui, sobre a cor misteriosa, e acabou num lago com patos, que naquela hora apenas tinha algas e água. Tempos de satisfação também são tempos de resistência, foi mais ou menos isso que ele respondeu. A seguir pediu uma sopa e também uma tosta, acompanhada com uma minúscula limonada de frutos silvestres. Impossível.

UP na Festa da Diversidade (17 de junho)

Desta vez não tenho fotos. Repetimos a presença na Festa da Diversidade, repetimos a presença na Ribeira das Naus. Tocamos com a nossa formação de sempre, com o nosso Zumbi.

Tínhamos programado: 1. bermudas triangle; 2. gps; 3. seattle; 4. old whisky; 5. verdes anos; 6. feedback (que ainda não tem nome e apresentamos como “a nova música”); 7. back on the road; 8. requiem num fim de tarde; 9. wha wha.

Mas tudo mudou e tocamos bastante tempo. Até tocamos Bells e Tudo o que o vento traz, que estavam bastante enferrujadas e não preparadas.

Depois de tocarmos cerca de uma hora, chegou a Marcha LGBT e tocamos mais quatro músicas do set inicial. Foram momentos muito especiais.

Além disso, várias amigas e amigos vieram, além de turistas, que paravam para ouvir algumas músicas. Muitos colocavam-se na parte lateral direita do palco, para evitar o sol que torrava.

A Sofia escreveu um post fixe sobre o concerto:

“A escutar a nova música, muito justamente chamada ‘Nova Música’. Ou me engano muito, o que costuma suceder amiúde, ou nunca se viu um concerto tão pejado de aficcionados. A malta começa finalmente a entender os Understood.”