Santo Amaro

Lá chegamos à praia. Os dois orgulhosos. O caminho não tinha sido fácil, nossos espíritos estavam com falta de sincronia. Um acordando, outro sedento de ação. Desde às 7h40 havia a reivindicação de praia – um eco da semana inteira, apesar de todos os dias haver praia na escola. Santo Amaro concedeu-nos um dia de Sol quando eu achava que iríamos apenas fazer um passeio para descansarmos das demandas. Eu só via chuva no horizonte, mas quando começamos a viagem o tempo escancarou-se. Este não é o caminho para a praia. É sim, de outra. A que vais com a escola é mais longe. Ah, por isso é que na escola temos de ir de autocarro. Pode ser. Estacionamento fácil, almoço ao lado (tão ao gosto dele – isso eu previ) e foi jogar muito à bola e ir ao mar o quanto foi possível, o máximo desejado. O medo do mar, das ondas, desapareceu. Uma maravilha. Fica o agradecimento pelas exigências que nos fizeram sair cedo de casa.

Alone in Kyoto

Acreditem se quiserem. Ouço a Alone in Kyoto, dos Air, muitas vezes. Estou numa fase que a ouço todos os dias enquanto trabalho. Hoje queria colocar uma frase ou trecho dela aqui no blog – e tive de pensar se ela tinha alguma letra, alguma palavra. Não sabia responder! Resolvi ouvir, pesquisei no google, que dizia instrumental. Compreende-se. Esta música para mim tem toda uma letra, todo um sentimento. E recordações de lost in translation. Não sei em qual cena do filme a ouvimos, mas consigo ver (melhor dizer sentir, consigo sentir) o filme na minha cabeça, enquanto a ouço.

Alone in Kyoto fez também parte da banda sonora do Bairro Alto Cidade Baixa.