avançar, mas questionar

no parlamento português foi aprovada na generalidade a possibilidade de co-adoção por casais do mesmo sexo. resolve questões de cerca de 200 crianças. falta todo um universo. e falta um princípio, evidentemente e principalmente. a hipocrisia e o cinismo ainda vingam. a cautela e o medo de destruir as discriminações é versado na sua plenitude num passo a passo que não tem qualquer justificação. o manual de procedimentos será: ter o filho ou adotar (passando pela complexa candidatura, como é óbvio – e tantos esquecem disso) enquanto solteiro e depois unir-se de facto ou casar-se. a co-adoção virá de seguida. porque todo este caminho? daqui a dois anos já haverá adoção em igualdade. vão olhar para trás e dizer: porque todos estes anos à espera? porque simplesmente não se faz o mais simples? porque não se revoga o artigo 3.º da lei n.º 9/2010 e espatifa-se o impedimento legal aos casais do mesmo sexo adotarem?

adenda: evidentemente advogo o voto a favor de algo recuado, ou menos avançado [vá, concedendo ou mesmo sendo mais justo], porque ajuda em concreto muitas pessoas. mas é preciso pôr os pontos nos i’s. às vezes o passo a passo faz-se como uma espécie de processo pela qual todas as coisas tem de passar, apenas porque sim.

adenda 2: de resto parece que é mesmo incompatível a manutenção da lei n.º 9/2010 tal como ela está, segundo a opinião do csm – ver 4.3. vem aí um processo legislativo atribulado.

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