sobre livros feriantes

li las luces de septiembre (zafon ando lendo em castelhano) e depois meti-me na viagem de che à bolívia (li o diário da bolívia em tempo recorde, fazia muito tempo que não me passava isso). depois li a sombra do que fomos, de sepúlveda (sim, ando lendo imensas coisas dele).

isso foi antes do tufão eleitoral.

falar dos 3 livros ao mesmo tempo é estranho – são muito diferentes. e é também estranho que bloqueio sempre quando vou escrever sobre o do che. de todas as formas vou tentar deixar aqui algo sobre o diário: muita convicção do che, exemplar, imparável e depois é tão triste como (não) acaba e como ele não percebe que aquilo já não iria dar em nada e como não havia um plano b. talvez houvesse e ele não quisesse sequer pensar em desistir. talvez não houvesse: era tudo ou nada, mas com a crença de que era tudo. crer é o primeiro passo para se conseguir, é certo. o contexto era muito desigual.

sobre a sombra do que fomos: muito muito muito bom livro. muito bem escrito e bem humorado, com estória e história. não o vi como um livro sobre os perdedores. é um importante documento ou, pelo menos, ponto de vista ou pincelada, sobre resistência – no caso à ditadura chilena – e sobre o que se fez dela. haverá um princípio geral? uma equação? uma fórmula?

sobre luces, é um livro iniciático de zafon. é como os star wars: os últimos a sair é que são o começo da saga. neste caso saga pessoal do autor.

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