poa

as raízes por vezes se recordam de mim e brotam pelo chão à minha volta. invadem a minha realidade e é inevitável não tropeçar nas lembranças. coisas simples que me acordam. o nome de uma rua, um passeio na cidade, uma recordação do mercado, o aroma verde do chimarrão, ou mesmo uma ida ao aeroporto e ver no placar “poa” e pensar que aquele avião estava naquele céu há apenas dez horas. às vezes um sonho com um abraço e a palavra saudade ali metida no meio.

o cheiro da casquinha de siri em tramandaí ou mesmo de um “x” de duvidosa precedência misturam-se com o caldo de cana ali da galeria santa catarina, com aquele pastel de queijo ou com o sabor “de pizza” e o frio, sempre o frio, porque o verão este sim, quase esqueci, apesar de tê-lo sentido a abandonar a cidade em viagem quase recente.

o centro, o meu centro – gosto dele e reconheço a polêmica. o velho e o novo dos arranha-céus com as casas antigas, esta espécie de desordem, anarquia. e o parque da redenção: desde a minha infância o mesmo encantamento, com a maomé ali do lado e os quindins.

sim, até as recordações de uma fase de tentativas, onde mesmo o resultado do reencontro comigo e com a minha lisboa, à altura distante, transformam-se numa grande satisfação, marcada no compasso da convivência com o guaíba e com os abraços na zona norte. e não só. uma espécie de saudades do edifício da ufrgs, do saju, do margs, do centro de cultura mário quintana, do real, do inter.

sei lá, isso acontece. tudo em mim. adormecido e acordado. simultaneamente.

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