a noite fria e quente de saramago, parte i

fui ver a noite – de josé saramago – no teatro da trindade. valeu muito a pena. foi há uma semana. estava muito frio na rua. casacões, chapéus, cachecóis e luvas passeavam-se com pessoas dentro. regozijavam com o frio, as lãs que tinham abandonado o baú. houve atraso na bilheteira, por problemas internos aos computadores: uma revolta dos programas que geriam os ingressos. queriam que todas as pessoas entrassem à borla, sem limites de entrada. queriam a sala a abarrotar. a vontade libertária não vingou. as filas de chapéus, cachecóis e luvas se mantiveram enquanto o frio alastrava e os softwares teimavam. quando o motim foi controlado por uma brigada antivirus entramos na redação do jornal da peça. de repente caía o regime e era 25 de abril. viva a revolução.

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