o noivo de alcoentre

E vem-me à memória – o que aliás me acontece muitas vezes – o caso do noivo de Alcoentre. Lembram-se dele? Foi em 1979, creio. Tinha fugido da cadeia, voltado ao bairro, arranjado casa, trabalho, família. Nascida uma filha, a mulher teve pena que não fossem casados. Publicaram os banhos. Foi preso no dia do casamento, para cumprir o resto da pena, agravada pela fuga. Nunca mais soube dele, mas permito-me duvidar que tenha conseguido voltar a reinserir-se.

crónica de Diana Andringa, sobre reinserção de reclusos. vale a pena ler no entre as brumas da memória e ouvir na antena 1.

e eu lembro-me de um rapaz, do qual fui advogado oficioso numa escala no departamento de transportes da psp da estação dos restauradores. roubou algumas carteiras aos 14 e 15 anos de idade. aos 18, já estável, quando já não existia este rapaz, quando já estava a trabalhar, tinha namorada e tudo, começou a ser julgado e a ter de regressar à dinâmica de ir ao tribunal.

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