acidentes, acasos e improviso

(…) Mas toda a acção do homem prossegue no sentido contrário: um combate sem tréguas ao amor, o vírus da humanidade de onde brotam perigosíssimos sentimentos, atitudes, valores como a solidariedade, a amizade, a liberdade, enfim o respeito pelo outro, pela sua diferença. O mundo deslumbrante que pretendemos é um mundo padronizado, sem lugar para a diferença, um mundo de relações causa-efeito sem espaço para o improviso, sem espaço para os acidentes, sem direito ao acaso. (…)

retirado da antologia do esquecimento: as máquinas não fazem greve.

(…) Nos pontos de ônibus ou na fila do banco parece que já ninguém consegue apenas esperar. Os momentos a sós são escassos – falta tempo para interpretar, ponderar e sentir sem cuidados paliativos. (…)

retirado do carrinho de choque: dança da solidão.

Li os dois no metro, agarrado ao telemóvel.

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