Ilógico

Vi-te e reconheci-te
Tudo o que dizias não tinha cabimento
Cada palavra celebrava o errado
Tudo estava fora do lugar
Não podia crer no que dizias
Por isso acreditava tanto
Tinhas um racional ilógico
Igual à anarquia em que eu vivia
Entreguei-te a minha alma e o meu tempo
O pensamento entre nós fluía, num eterno ziguezague
Então, naquele dia, tudo se tornou claro e transparente
O passo seguinte seria óbvio e consequente
Tudo tomava forma, e tinha razão de ser
Enviei-te por diligência, o convite mais ambicioso
Para a mesa mais bonita, com talheres ordenados
No subtexto queria o teu corpo, a alma já não me chegava
Sentei e esperei, até ao presente dia
O excesso do pedido ficou pendurado com a conta
A tua alma desorientada para sempre irei recordar
Mas foi-me negado o teu corpo, ficou a pele por tocar

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