Bola noturna nos entas

Primeiro jogo depois dos 40 e depois de muitos meses sem jogar. A minha primeira pergunta foi se havia coletes, porque um míope não vê as caras: só vê as cores, os vultos pelo campo e a bola. Nunca sei quem está em campo se não os vejo mesmo em cima de mim. Especialmente à noite.

E, depois, quando fui para a baliza simplesmente a encerrei. Podia ter guardado no fundo dela algumas caixas de ovos. Surpreendi-me a mim próprio. Acho que sofri um golo só (afinal não podia ter as caixas de ovos). Tudo saía bem. Ficava a ver, pasmado, o meu corpo a responder aos estímulos, à bola. Parecia adolescente outra vez, numa fase que jogava imensas vezes à baliza – e gostava. Apesar de não gostar da perspetiva de passar lá o jogo todo.

Lá pelo meio do jogo, à baliza outra vez, e depois ir à frente outras vezes, porque toda a gente precisava passar pela baliza para descansar as pernas sedentárias, perguntaram: não vês bem mesmo ou estás só a brincar.

Pena é que este espírito de Yashin, assim como vem, deixa-nos nas ocasiões mais inoportunas.

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