Borboletas na Costa do Castelo

Paul passou à porta da casa na Costa do Castelo. Tinha saudades. Foram umas semanas muito agradáveis, lendo e tirando notas na janela-miradouro. Ia a caminho do Chapitô, beber um copo, apreciar a vista e ouvir música. Hoje não seriam os Understood a ir lá tocar, era chorinho. O trabalho de revisão final estava feito. Faltava só uma última leitura, antes de tudo fixar-se, antes da mancha gráfica. Uma borboleta amarela pousou na sua máquina fotográfica. Logo a seguir uma lilás pousou na sua mão e outra, verde, num marco de correio próximo. Olhou para cima. Milhares de borboletas a voar no céu de Lisboa. Muitas memórias continuavam a vaguear pelas ruas. Era impossível guardá-las a todas.

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