O Senhor Olavo

198. GUSTAVO WEIGERT BEHR – O SENHOR OLAVO As pessoas desaparecidas tinham um conhecido comum: o senhor Olavo. Assim, a polícia desencadeou uma busca pormenorizada em sua casa de campo. O senhor Olavo, que estava ausente, era reformado. Na sua quinta produzia, artesanalmente, leite, queijos, chouriços e vinho de excelente qualidade. Os procedimentos desenrolaram-se durante toda a tarde. O relatório efetuado foi escrito em poucas linhas: o senhor Olavo podia conhecer as vítimas, mas nada o ligava aos desaparecimentos. Jack, o investigador estagiário, ao chegar à esquadra, levou uma grande reprimenda. Havia usurpado queijo, chouriço e uma garrafa de vinho. Não havia resistido às iguarias da quinta. Uma conduta altamente irregular, que punha em risco a continuidade do seu estágio. Quando Jack experimentou o vinho, soube-lhe horrivelmente. Não era vinho, era sangue. Horas mais tarde, o senhor Olavo era interrogado sobre a origem do sangue humano de suas garrafas de vinho. E fez uma pergunta: experimentaram o chouriço?

Da coletânea de micro-relatos policiais (com menos de 150 palavras), A Audiência Escreveu um Crime.

O livro resultou de um concurso da AXN, no qual tive a honra de ficar em primeiro lugar.

Fica o meu agradecimento, também ao Senhor Olavo e ao Jack.

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