Éder!

Mas o relato que gosto ainda mais é este, da TSF.

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Portugal Campeão da Europa!

Breves notas:

– Ronaldo foi agredido aos 6 minutos de jogo. Começa aqui a história do jogo. O grande mérito desta seleção está sintetizado na gestão da lesão do Ronaldo. Esta equipa tinha muito mais do que futebol vistoso. Quando outras equipas teriam atirado a toalha ao chão, com o seu capitão afastado propositadamente, este Portugal aceitou isto, mas não aceitou a derrota;

– Ronaldo foi um grande líder, juntamente com Fernando Santos. Ronaldo veio para junto dos colegas, para o banco, para dizer: vamos ganhar isto de qualquer maneira. Se Fernando Santos e Ronaldo tivessem decidido que ontem era dia de ir à lua, talvez também tivessem conseguido;

– Uma seleção que vence mesmo quando joga mal é um ótimo sinal. Contra a Croácia comecei a acreditar na final. Aquele banho de água fria que o Quaresma deu nos croatas, na segunda parte do prolongamento, era um excelente indício. Espera-se o tempo que for preciso só a defender bem e à frente da baliza comemora-se, à mínima oportunidade. Magnífico;

– Quando a França venceu a Alemanha pensei que estava tudo estragado. Previ um gamanço sem precedentes. O que de facto ocorreu. Mas, ao mesmo tempo, no domingo acordei com aquele sentimento de que tinha de ser. Podia não ter sido. Felizmente foi;

– E depois há o Éder. Quando ele entrou eu contei lá em casa a lenda do Gabiru: super mal amado pela torcida, deu o título de campeão do mundo ao Inter contra o todo poderoso Barcelona. Comentei que era tão bom se se repetisse. Obrigado para sempre Éder.

Bola noturna nos entas

Primeiro jogo depois dos 40 e depois de muitos meses sem jogar. A minha primeira pergunta foi se havia coletes, porque um míope não vê as caras: só vê as cores, os vultos pelo campo e a bola. Nunca sei quem está em campo se não os vejo mesmo em cima de mim. Especialmente à noite.

E, depois, quando fui para a baliza simplesmente a encerrei. Podia ter guardado no fundo dela algumas caixas de ovos. Surpreendi-me a mim próprio. Acho que sofri um golo só (afinal não podia ter as caixas de ovos). Tudo saía bem. Ficava a ver, pasmado, o meu corpo a responder aos estímulos, à bola. Parecia adolescente outra vez, numa fase que jogava imensas vezes à baliza – e gostava. Apesar de não gostar da perspetiva de passar lá o jogo todo.

Lá pelo meio do jogo, à baliza outra vez, e depois ir à frente outras vezes, porque toda a gente precisava passar pela baliza para descansar as pernas sedentárias, perguntaram: não vês bem mesmo ou estás só a brincar.

Pena é que este espírito de Yashin, assim como vem, deixa-nos nas ocasiões mais inoportunas.

a segunda “era dunga” já era

Depois da triste figura na Copa América 2016, Dunga saiu do comando técnico da seleção brasileira, se é que há algum comando técnico. O balanço foi um empate com o Equador (0-0), uma vitória sobre o Haiti (7-1) e uma derrota com o Peru (0-1).

Muito mau. Agora vem aí o Tite.

TRInta e cinco!

Nunca pensei que fosse possível. Confesso que as derrotas com os grandes nunca me fizeram crer que chegaríamos ao tri, 39 anos depois. Eu enunciava, a determinada altura, que para o Benfica ser campeão tinha de vencer todos os jogos, com todas as equipas, à exceção dos jogos com o Porto e o Sporting, que eu já contava como derrotas. Bem, não teria chegado. E a vitória imprevista por 1-0 ao Sporting (JJ, como no Benfica, a falhar num momento chave) acabou por ser absolutamente decisiva. Depois deste jogo, onde o Benfica passou para a frente do campeonato, tanto o Benfica como o Sporting não perderam mais qualquer ponto. E em caso de igualdade pontual era em Alvalade que se festejava.

O facto é que sem treinador, uma equipa pequena, sortuda, sem qualidade (todas palavras simpáticas de Jorge Jesus) bateu o recorde de pontos no campeonato (88 contra 86 de Mourinho e do Sporting desta temporada), fez mais 9 golos do que o segundo lugar e teve melhor saldo de golos.

Não vou fazer um balanço aturado. Foi uma vitória absoluta de toda a equipa do Benfica. Teria de falar de todos os jogadores.

Fica uma amêndoa entalada na garganta de Jesus (também palavras do próprio). Jesus teve isso de bom. Com tantas provocações, acabou por unir muito os benfiquistas, mesmo os mais céticos – como eu – que passaram a desejar mais do que nunca o título de um Benfica em modelo Ferrari sem condutor (ideia de Jesus, amém). Aliás, nos festejos de ontem uma percentagem grande de benfiquistas dedicavam este título ao ex-treinador. É merecido.

Mudanças

O Benfica de Rui Vitória mudou. Claro que não em termos de futebol, mas sim em relação às desculpas apresentadas. Rui Vitória está de parabéns. O seu Benfica marcou um golo a um grande – o primeiro da época – e conseguiu empatar com o Sporting nos 90 minutos. No prolongamento cumpriu: inevitavelmente perdeu. Ninguém bom da cabeça apostaria no Benfica num jogo desta envergadura. Agora os amigos do técnico de nome ficcionado dizem também que o plantel é muito mau. É impossível saber se é bom ou mau. Um treinador mediano sabe motivar jogadores. Vitória desconhece isso. Aliás, consegui reduzir-lhes a auto-estima. Jogam para a qualificação para as competições europeias. Resta ir ouvindo as novas desculpas. Há várias que ainda não foram usadas.