Ainda não é agora o Tri

O Inter perdeu com o Tigres. É uma pena, mas era jogo de mata-mata. Acontece. É normal. O problema é esta conversa tonta, que leio tantas vezes em dirigentes do Inter, de que se desistiu do Brasileirão para jogar bem a Libertadores ou se desistiu da Copa Brasil para o Brasileirão, etc. O Inter tem de jogar tudo para ganhar tudo. Tem jogadores para isso. Agora, com esta conversa de desistência e de poupanças, que só servem para desmotivar e desentrosar o time, é que não se chega a lugar nenhum. E agora, vão dizer que já não jogam o Brasileiro porque tinham apostado tudo na Libertadores? Vamo que vamo Inter.

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vamos ver se passa

Queria profetizar sobre o Inter no brasileirão, mas como ainda quero ter uma réstia de optimismo, vou ficar na minha. Mas a situação está complicada. O Falcão foi um cara corajoso de assumir este time, que precisa de ser renovado e vem de um título numa Libertadores que foi conquistado por se saber jogar só um pouquinho de nada mais do que os outros e com muito sofrimento e sorte. E vem de um esquema estúpido de poupanças, de um péssimo brasileiro e de um mico total na taça FIFA. A hora era, no entanto, claramente do Falcão, independentemente de ele aguentar ou não este barco no meio da tempestade. A única chatice é que ele tem de provar muita coisa. Hoje um torcedor dizia que ele não devia ter deixado de ser comentarista. A crítica fácil, de quem deve ter achado o máximo o nosso maestro nos treinar, quando se decidiu sobre isso.
Força Inter, força Falcão! Façam alguma coisa! (Tinha de terminar assim)

Falcão

Todo o Inter está feliz com Falcão. Colocando na balança capacidade técnica, experiência, risco, carisma, emoção, profissionalismo, realismo e fé, a verdade é que todo mundo queria experimentar para ver. Isso basta por hoje. E talvez o hoje seja a melhor forma de decidir o futuro, por natureza insondável. Vamos lá escrever uma história bonita Falcão (e jogadores também, que acho que deram uma ajudinha para destruir Roth – o Celso, não o Philip).

Voltamos a competir

Uma grande notícia: Celso Roth saiu do Inter.
Agora o Inter tem a possibilidade de assumir a sua grandeza, outra vez, depois de amargar um brasileiro medíocre, um mundial que foi um descalabro, um gauchão sofrível (que ainda vamos ganhar) e uma Libertadores que está por um fio (e agora há esperanças). Roth ganhou foi a anterior Libertadores, com o time de Fossati. Grato, mas já não dava mais. A história patética da poupança de jogadores chega ao fim! Não há nenhum torcedor que não receba a notícia com um graças a Deus. Os gremistas, por seu turno, lamentam a saída, obviamente. A noção geral é a de que temos tudo, mas nos falta um técnico com vontade de ganhar e que fique chateado quando se empata com o Lajeadense ou se perde com o Jaguares, do México.
A semana passada o Muricy assinou pelo Santos e isso é uma pena muito grande. De novo não rola casamento com este técnico – depois de termos sido campeões de tudo, graças a ele também – por uma semana. Mas há alternativas: Falcão será, teoricamente e emocionalmente, a melhor delas. É de experimentar (a torcida quer e ele quer) e, aconteça o que acontecer, sempre guardar o respeito absoluto pelo grande maestro do Inter de Porto Alegre, Roma e seleção brasileira do fim dos anos 70. Acho que Falcão tem tudo para dar certo no Inter: o que vai acontecer é o retomar das nossas vitórias.
Na foto, o Inter campeão brasileiro em 1976, com Falcão. Seriam tri, em 1979.

Bi da Libertadores!

Recém-chegado de Lisboa, hoje, pela uma da manhã, tive o prazer de ver os gols do Inter contra o Chivas, que garantiram ao Inter o bicampeonato da Libertadores. Os gols só vi em Porto Alegre. O relato tinha ouvido na Rádio Gaúcha, ainda em Lisboa.
É muita alegria.
E mais é difícil dizer, a não ser que nunca imaginei que o Inter fosse me dar tantas alegrias e em tão pouco tempo. Depois de sermos campeões de tudo, agora é hora de repetirmos títulos.