moel: i

fazia muito frio e o mar atirava-se com força contra as rochas. as ondas em descontentamento enviavam a sua emissária especial – a brisa húmida do mar – até acima da arriba. assim lembravam enquanto assistiam o cantor que franzia o rosto e gritava keep on rockin’ in a free world numa voz fatalmente mais grave do que neil young.

energia

santiago ou prisciliano. pouco importa. o lugar é brutal – tem uma energia muito boa. eu tinha muitos agradecimentos e pedidos a fazer e algumas bençãos a solicitar. e eu sabia que estavas lá, tal como estavas aqui. isso é que foi.

crechas

entrei na casa das crechas e pedi uma estrella falando aquele português escorregando para o castelhano, já que português só com sotaque é quase impossível fazer. e ele respondeu-me em português com sotaque de portugal. daí só falei português. até achei que ele era português, mas vinte segundos depois ele falava galego um carinha ali do lado. odeio falar castelhano na galiza. e em santiago é totalmente desnecessário. tinha saudade das crechas.