De volta

Mas o melhor de tudo, é mesmo voltarmos a juntar os quatro de sempre, com as suas diferenças, manias, convergências, resmunguices e acertos. A partir da próxima segunda, com alguma decalage de horários, os Understood voltam ao seu formato inicial, por uma hora e vinte, pelo menos. O resto é preenchido pelas cordas. Há muita coisa nova para criar, músicas por gravar e concertos para preparar.

ZP

Fica o registo de um gajo altamente, que estudou as músicas e que fez o melhor que conseguiu. O Zé Paulo parecia que já nos conhecia há muito tempo. Trazia a Old Whisky bem estudada e foi interessante ver que ele gostava tanto de nossas músicas, que era tão desafiado por elas.

L.A. Woman

Ontem L.A. Woman apareceu entre nós, ainda que não de forma explícita. Incrivelmente era o TV na bateria, eu com um efeito esquisito e o Jota a fazer uns riffs engraçados na guitarra. Eu estava distraído tocando, mas o Jota e o TV começaram a falar que aquilo parecia Doors. Confesso que não estava ligado. Mas logo comecei a suspeitar que era L.A. Woman. Em casa confirmei e não estava errado. Como podia estar? Mesmo estando tantos anos sem ouvir, são milhares de horas de Doors que estão incorporados no meu cérebro!

UP no Roterdão

A sala era pequena e encheu-se de amigas e amigos. Com a chegada das pessoas o som ficou mais equilibrado. Há muito tempo que não tocavamos um concerto nosso, sem estar enquadrados num festival. Os Understood deram música ao Roterdão e estrearam-se no Cais do Sodré com open your mind – flying – vento – seattle – back to the road – gps – verdes anos – whiskey – requiem – bells – sonic flower – wha wha – triângulo das bermudas.

UP na Festa da Diversidade 2016

Foi um grande desafio a participação dos Understood na Festa deste ano. Estivemos para não ir tocar, devido à ausência do nosso Zumbi. No entanto, a duas semanas do concerto, o baterista Bruno Coelho (que já tocou nos Zorra, e no Bypass) assumiu conosco o compromisso de estarmos no palco, à beira Tejo, no dia 18 de junho.

O Bruno integrou-se rapidamente nas músicas que pensamos serem as mais fixes a levar para o concerto. De facto, foi uma experiência impressionante chegar na sala, antes do primeiro ensaio, e ver que o Bruno já fazia os ritmos das músicas, só com as audições que havia feito em casa e com umas notas que utilizava como se fossem pautas, ao lado da bateria. Dali, era só ver bem as passagens das músicas onde mudavam os ritmos e treinar a fluidez. Foi muito bom. Outro detalhe destes ensaios foi termos ido conhecer o estúdio do Carlos Massa, na Penha de França, numa noite que o nosso covil não tinha disponibilidade.

O set que apresentamos às 20h45 do dia 18, com frio e vento, enquanto Portugal jogava a segunda parte do jogo que empataria a zero com a Áustria no Europeu de futebol, foi o seguinte:

Sonic Flower; Back on the Road; GPS; Verdes anos; Seattle; Old Whisky; Requiem num fim de tarde; Bermudas Triangle.

A Bermudas (nossa música mais recente, com um riff que o Jota trouxe e que tem as versões iniciais com o TV na bateria) foi uma estreia ao vivo.

Terminado o concerto, desmontados os equipamentos, os Understood continuam, como sempre.